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Dia 5 - Da praia para as montanhas
 
Flávia Mangini
 
Reinaldo Marques/Redação Terra
O casal se encantou com a hospitalidade
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Já estamos no meio do caminho! No 5º dia de nossa aventura pelo Sul do Brasil, nos despedimos da praia e seguimos para as montanhas. Deixamos o litoral catarinense rumo a Cambará do Sul, já em terreno gaúcho.

Até agora já percorremos mais de 1.600 quilômetros e entramos no 5º e último Estado que vamos conhecer nesse roteiro: o Rio Grande do Sul. Mas vem muito mais cidades por aí!

Veja as fotos do quinto dia de aventura do Viajante EcoSport!

O caminho entre a Praia do Rosa e Cambará do Sul nos deixou um pouco tensos. O trecho difícil de estrada de mão-dupla carregado de caminhões e cegonheiros, além das fortes rajadas de vento também nos preocuparam. "Nossa, como ventava na estrada! O carro balançava o tempo todo!", comentou Humberto .

A mudança de paisagem foi marcante. No caminho, a cor azul do mar cedeu espaço para o verde da mata, as plantações de arroz e o gado às margens da estrada eram sinais de que estávamos chegando em terreno gaúcho. E depois de 3 horas de viagem caímos em uma estrada de terra com cerca de 17 quilômetros de extensão. "Pensávamos que eram 70 quilômetros. Ainda bem que é menos!", desabafou Humberto.

Ainda na Serra do Faxinal, como é chamada esta estrada, encontramos o "Loro". Este senhor faz um pé-de-moleque que é uma delícia. "É tão mole que parece uma cocada!", disse Nathaly. Além de ser bem mais gostoso que o pé-de-moleque tradicional, o doce feito por ele é maior e redondo. Só comendo para ver! Não tem jeito...

Mais à frente, já a caminho da fazenda onde nos hospedamos, paramos no Parque Nacional de Aparados da Serra. Como não havíamos almoçado, comemos um lanche no "trailer do Chico", que nos contou que foi ali que a Rede Globo gravou a minissérie "A Casa das Sete Mulheres". Quando estávamos na entrada do Parque, algo nos dizia que ia chover. Perguntamos ao "Chico" se costumava chover por aqui e ele nos contou que as chuvas torrenciais são comuns, mas que logo passam. E não é que minutos depois começa a chover e logo depois pára? "Seu Chico" tinha mesmo razão!

Mesmo assim, Nathaly disse que ofereceria um ovo para Santa Clara. "Não pode chover! Minhas primas sempre fizeram essa simpatia e dava certo! Que atire a primeira pedra quem nunca pediu nada para São Longuinho!", brincou. "Não acredito nessas coisas! Eu lá vou pagar mico dando três pulinhos", questionou Humberto.

A chuva passou e decidimos entrar no Parque. Humberto e Nathaly logo se animaram e foram para a chamada "trilha do cotovelo", conhecer o cânion de Itaimbezinho.

Fomos caminhando pela trilha e, durante o percurso ficamos encantados com as araucárias e orquídeas que vimos. "Aposto que aquela tem uns nove metros! É linda!", disse Humberto apontando para uma árvore. "Adoro as araucárias.. Lembro do meu tempo de escola. Elas são iguaizinhas às fotos dos livros de ciências!", disse Nathaly.

Continuamos caminhando e de repente a surpresa! Olhamos para o lado e vimos uma das imagens mais impressionantes da viagem até agora. "Caraca, que visual!", disse Humberto. "Ó, to com o queixo caído!", completou Nathaly.

O cânion de Itaimbezinho tem cerca de 7 quilômetros de extensão e 700 metros de altura. As paredes rochosas formam um vale com largura de até dois mil metros. Ficamos por lá durante uns 40 minutos, mais ou menos, tirando fotos e admirando aquela escultura da natureza. Um verdadeiro presente de Deus. O silêncio incomodava. "Esse cânion é mais bonito do que o que vimos no Peru. O Brasil é mesmo lindo!", comentou Humberto.

Cachoeiras compunham a paisagem. "Devo confessar que fiquei arrepiado ao ver esse cânion. A dimensão é algo impressionante!", disse Humberto empolgado.

O Parque Nacional de Aparados da Serra existe desde 1957, mas de uns dois anos para cá começou a receber mais visitantes. Por lá, podem ser vistos mais de 28 tipos de rochas. Itaimbezinho significa "pedra afiada", em Tupi-Guarani. "Adorei esse lugar. É uma beleza bem diferente do que vimos até agora!", afirmou Humberto. "Ainda bem que ficaremos em Cambará por dois dias", comemorou Nathaly.

Depois do passeio pelo Parque seguimos para a fazenda onde estamos hospedados e, logo ao chegarmos, Nathaly avistou um pedalinho. "Ai, quero andar de pedalinho amanhã". Mais tarde, como Nathaly se esqueceu de oferecer o ovo à Santa Clara, fomos presenteados com uma boa chuva que serviu para molhar a terra e preparar o cenário para nossa primeira noite na serra. O cheiro de terra molhada não poderia faltar!

Desempenho do Ford EcoSport
Confira o desempenho
do Ford EcoSport

Veja como o carro se saiu nesta etapa da viagem, na opinião da equipe.
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Redação Terra