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Terça, 6 de fevereiro de 2007, 10h31 Atualizada às 11h44 Cataratas do Iguaçu recebem enchente de visitantes |
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As Cataratas do Iguaçu têm recebido nos últimos dias uma enchente de visitantes, que querem contemplar suas impressionantes quedas d'água, totalmente recuperadas da seca que há seis meses as reduziu a pequenas quedas.
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"Fechamos 2006 com um número recorde de um milhão de visitantes, e até agora o nível de afluência em 2007 é similar. Acreditamos que este ano superaremos os números de 2006", disse Héctor Espina, presidente do diretório da Administração de Parques Nacionais da Argentina.
Embora seja verão na região e o calor não ajude, o clima não espanta os quase quatro mil turistas, em média, que visitam o parque nacional por dia.
Localizado no extremo nordeste da Argentina, na província de Misiones (a 1.350km de Buenos Aires), o parque cobre uma superfície de 67 mil hectares de floresta paranaense - região ecológica de maior biodiversidade do país -, que em seu coração esconde as imponentes cataratas que o rio Iguaçu forma, localizadas cerca de 20km antes de desembocar no rio Paraná.
Em 1984, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) declarou o parque - o mais visitado da Argentina - Patrimônio Natural da Humanidade, honraria concedida dois anos depois ao parque natural homônimo do Brasil.
"Os turistas visitam ambos os parques. Aqui, 60% dos visitantes são argentinos e 40% são estrangeiros, da Europa - principalmente de Alemanha, Itália, Espanha e França - dos Estados Unidos e do Japão", aponta Carlos Garay, porta-voz do parque nacional.
A alta temporada de turistas ocorre nos feriados da Semana Santa, quando o parque fica "à beira do colapso", com oito mil visitantes por dia.
Outro período de maior presença de turistas é o mês de julho, durante as férias de inverno do hemisfério sul.
Foi justamente entre junho e agosto de 2006 que uma persistente seca no Paraná - a pior registrada em três décadas - obrigou a reter as águas nos diques do rio Iguaçu, minguando o volume das águas das cataratas.
A imponente Garganta do Diabo, a maior das 275 quedas que formam as cataratas, atira uma média de 1,7 milhão de litros de água por segundo a 80m de altura. Porém, no último inverno esse volume foi de apenas 250 mil litros por segundo.
Nas quedas menores, as paredes rochosas, cobertas de musgo, ficaram descobertas. No restante, mal se viam uns poucos fios de água - um panorama decepcionante para as centenas de turistas que visitavam o parque.
"Foi algo impressionante. Um espetáculo incomum digno de ser visto. Porém, permitiu que as pessoas que trabalham no parque explorassem lugares geralmente inacessíveis por causa da água", relata Raúl Romero, do corpo profissional de Parques Nacionais.
O parque também está preparado para as enchentes: o caudal do Iguaçu é vigiado constantemente, e se na represa mais próxima forem registradas águas acima de oito milhões de litros por segundo, os funcionários do parque tem apenas 18 horas para despejar a área e remover as passarelas próximas à Garganta do Diabo. Caso contrário, seriam destruídas pela massa de água.
Agora as cataratas funcionam às mil maravilhas, com uma média de 2,5 milhões de litros de água por segundo, oferecendo um espetáculo único, considerado a oitava maravilha natural do mundo.
"É impressionante. Tinha visto elas nas fotos, mas vê-las com meus olhos é diferente. É para ficar mudo", diz Patricia, uma espanhola de 32 anos, que não se decidia entre a contemplação e a compulsão de fotografar tudo.
Claro que nem tudo é caminhar e admirar. O parque nacional Iguaçu, um dos principais pontos turísticos da Argentina, se transformou em uma espécie de Disneylândia da natureza.
Com o preço da entrada (US$ 10 para estrangeiros), é possível fazer um passeio gratuito de trem e um passeio de barco até a ilha de San Martín.
Por valores adicionais, é possível ter outras experiências, como passeios pelo interior da misteriosa selva circundante ou uma travessia náutica que, literalmente, passa embaixo dos exuberantes jatos de algumas quedas e chega até o balcão da Garganta do Diabo.
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EFE
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