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Sexta, 22 de junho de 2007, 17h08 O que ver durante a viagem a Damasco |
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Seth Sherwood |
Em Damasco, o melhor conselho é simplesmente se perder na verdadeiramente antiga Cidade Velha, com seus arcos romanos, cidadela medieval, veneráveis madrassas (escolas) islâmicas e mesquitas e palácios da era otomana.
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» Síria: uma viagem a um passado histórico e fascinante
Construída no século 8, a imponente mesquita omaíada (no bairro muçulmano da Cidade Velha) é um dos mais sagrados lugares do Islã. Ela abriga a tumba do guerreiro medieval islâmico Saladino, e acredita-se que outras das tumbas lá localizadas contenham os restos mortais do mártir xiita Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, e também de João Batista. Entrada grátis.
A 15 minutos a pé das muralhas da Cidade Velha, o Museu Nacional sírio (na rua Shoukri al-Quwati, 963-11-221-9938) abriga relíquias de uma imensa variedade de povos e civilizações - hititas, cananeus, assírios, babilônios, aramaicos, romanos, bizantinos - que floresceram na Síria ou pelo menos acamparam em seu território.
Também na nova Damasco fica a excelente Atassi Gallery (Rawda, Cidade Novay, 963-11-332-1720; www.atassigallery.com), dirigida pelo poliglota Mouna Atassi, grande conhecedor de arte e um dos maiores especialistas sírios em arte contemporânea, cuja especialidade são os grandes artistas sírios do século 20.
Em Aleppo, a cidadela medieval oferece ruínas gloriosas (na Cidade Velha, a preço de 150 liras) e vistas soberbas de seus parapeitos rendilhados. A Grande Mesquita, logo ao norte da grande artéria viária que percorre a cidade de leste a oeste, a Souk al-Atari, foi construída no século 8 e reconstruída, depois de um incêndio, 400 anos mais tarde. Uma espécie de irmã mais nova da mesquita omaíada de Damasco, ela abriga uma relíquia que dizem ser a cabeça de Zacarias, pai de João Batista. A entrada é gratuita.
Em Palmira, explorar a mais famosa cidade arruinada da Síria - que servia de parada na Estrada da Seda e foi fundada por volta do segundo milênio antes de Cristo, florescendo sob controle romano nos primeiros anos da era cristã - pode levar duas horas ou dois dias, dependendo da sua disposição de explorar cada templo, tumba e teatro. A antiga cidade revive duas vezes ao ano, para o festival de Palmira, em maio, e o festival da Estrada da Seda, no outono.
Onde ficar
A Cidade Velha de Damasco está passando por um boom no segmento de hotéis de grife. Perto do portão de Bab Tourma, em meio ao bairro que concentra a vida noturna e os restaurantes da cidade, o Beit al-Mamlouka (963-11-543-0445; www.almamlouka.com), com aconchegantes oito quartos, está repleto de tapetes orientais, mobília síria escolhida de maneira impecável e até mesmo afrescos e mosaicos. Quartos para duas pessoas a partir de US$ 135.
No bairro judaico, mais tranqüilo, o Talisman, de 16 quartos (116 Tal El-Hijara St., 963-11-541-5379; www.hoteltalisman.net), é uma conversão de um edifício da era dos sultões, com piscina no pátio, um salão com teto em forma de cúpula e um hammam. Diárias a partir de US$ 175 para quarto de casal. Ao longo da rua Reta está o Al Khair Palace (Bab Sharqi, 963-11-543-1716; www.alkhairpalace.net), com 12 quartos pequenos mas decorados com bom gosto, exibindo mobília síria em madeira marchetada. Um quarto de casal fica em US$ 90.
O Hotel Baron (rua al-Baron, 963-21-211-0880; www.the-hotel-baron.com), de estilo colonial, em Aleppo, merece recomendação mais por sua história ¿no passado ele hospedou Charles Lindbergh, Agatha Christie e T. E. Lawrence- do que pela decoração desgastada e antiquada. Quartos de casal a partir de US$ 50. O confortável Beit Wakil (rua As-Sissi, praça Al Hatab, 963-21-211-7083; www.beitwakil.com), de 14 quartos, fica em uma mansão do século 16 restaurada com cuidado no bairro de Al Jdeidah, e oferece além disso um dos melhores restaurantes da cidade. Quartos de casal por US$ 100 e US$ 130.
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The New York Times
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