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Sexta, 23 de novembro de 2007, 16h54 
Conheça Dublin: cidade dos pubs e dos hotéis sofisticados
 
Joann Greco
 
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As vozes dos dublinenses, famosas pelo sotaque cantado, hoje em dia revelam também um tom de deslumbramento. "Agora que nós temos dinheiro" é uma expressão muito ouvida, e serve como introdução para uma série de declarações que se relacionam à diversão e à modernidade que Dublin agora se tornou capaz de oferecer.

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Para os visitantes, isso significa grande disponibilidade de escolha quanto a hotéis sofisticados, espalhados por toda a região central da cidade. E já que os mais animados dos bairros de Dublin ficam perto uns dos outros, não há uma localização que possa ser definida como desfavorável, na cidade.

Em termos gerais, os hotéis mais sofisticados da cidade ficam próximos do St. Stephen¿s Green, o parque ajardinado criado para servir aos pedestres dublinenses no século 19, e capaz de conquistar os corações dos visitantes para sempre.

De lá, uma visita ao distrito comercial de Grafton Street, onde mais alguns hotéis de primeira linha estão concentrados, requer apenas uma curta caminhada. E, de Grafton Street, mais cinco minutos de passeio a pé conduzem ao Temple Bar, bairro agitado, no qual você certamente vai querer dedicar uma noite para visitar o maior número possível de pubs. O local é um emaranhado de vielas, à beira do rio Liffey.

O interior do estabelecimento surpreende, com obras de arte discretas e toques artesanais como os painéis brancos de carvalho no saguão, e mobília ao estilo Shaker nos 48 quartos de hóspedes. Os espaços abertos ao público do hotel se tornaram pontos de encontro muito procurados na cidade e, ocasionalmente até mesmo o vocalista do U2 (Bono Vox) aparece por lá.

Mas, quem deseja serenidade deveria procurar o salão de chá, que está aberto para o café da manhã, almoço e jantar. As mesas dispostas com espaço confortável, janelas altas e um pé direito de seis metros fazem do salão um refúgio muito aconchegante.

Atravessando o Liffey pela passarela Millenium, reservada a pedestres, temos o Morrison (www.morrisonhotel.ie com diárias a partir de US$ 200), um hotel recentemente expandido com um lounge no saguão que oferece lindas vistas do rio e o Halo Restaurant, reformulado, que acomoda os fregueses em mesas antigas e cadeiras de veludo revestidas em vermelho e verde. Os quartos oferecem painéis de madeira escura e paredes em tons cremosos, acentuadas por peças de arte originais e lenços de seda pintada. Este lado do rio é excelente para explorar a Old Jameson Distillery e o James Joyce Centre.

Bem perto, por sobre o agitado Trinity College, o mais tradicional centro acadêmico da cidade, fica o Westin (www.westin.com/dublin com diárias a partir de US$ $300), localizado em um edifício restaurado que, no século 19, servia de sede a um banco.

Os quartos são bem mobiliados, e o local também permite jantar sob as estrelas (mas protegido contra a garoa característica da Irlanda) no Atrium Lounge, de cinco pavimentos de altura.

Depois de uma caminhada e compras pela Grafton Street, você chega a St. Stephen¿s Green e a um trio de hotéis bastante diferenciados dos concorrentes na cidade. O discreto e elegante Fitzwilliam (www.fitzwilliamhotel.com; diárias a partir $267), projetado pelo arquiteto Sir Terence Conran, contrasta fachadas de pedra e concreto com faixas de cores vivas e surpreendentes, como verde maçã e púrpura. Dos espelhos que não embaçam e computadores de luz de controlável que equipam os banheiros às flores que decoram as mesas de cabeceira, essa pequena jóia da hotelaria mima os hóspedes com grande sucesso. E se acrescentarmos um restaurante que merece estrela no guia Michelin, o Thornton¿s, é possível que o hóspede jamais peça a conta.

Mas é possível que você prefira o Brownes (www .brownesdublin.com; diárias a partir de US$ 240), com suas amplas portas encimadas por arcos de vidro, abundância de lareiras, escadaria dramática e sala de jantar de paredes vermelhas cuja especialidade é a culinária irlandesa atualizada. Muitos dos 11 quartos oferecem vistas para o parque. A algumas portas de distância fica o Shelbourne (www.theshelbourne.ie; diárias a partir de $362), um hotel de muito maior porte construído na era georgiana.

O mais tradicional dos hotéis da cidade foi fundado em 1824 e reaberto depois de uma renovação no segundo trimestre deste ano. As paredes ostentam elaborada decoração em gesso e são pintadas em tons brilhantes de vermelho e dourado. A História está em toda a parte; puxe uma banqueta no Horseshoe Bar, decorado com gravuras originais de Hogarth, e você estará ocupando o lugar que os políticos preferiram para suas conversas por décadas. Se a Constitution Room estiver aberta, preste sua homenagem ao local em que Michael Collins e seus irmãos de luta produziram o primeiro esboço da constituição da república irlandesa, em 1922.

Outro clássico dublinenses, o Merrion (www.merrionhotel.com; diárias a partir de US$ 400), ostenta uma aparência luxuosa por trás das fachadas de quatro casas interligadas, construídas no século 18, uma das quais o local de nascimento do primeiro Duque de Wellington. Do lado de dentro, a sensação de uma visita a uma casa elegante continua, com dois gabinetes que conduzem a jardins enfeitados por rosas e bancos bem posicionados. O Merrion é um dos poucos hotéis de Dublin que oferece um spa, e as opções de comida são excelentes, entre as quais o Restaurant Patrick Guilbaud, que ostenta duas estrelas conferidas pelo Guia Michelin.

Uma alternativa diferenciada é o Dylan (www.dylan.ie; diárias a partir de $300), hotel que fica cerca de um quilômetro ao sul de St. Stephen¿s Green e, assim, distante da balbúrdia. Combinando de maneira imperceptível uma nova construção e um edifício vitoriano ao estilo romanesco construído em 1901, o hotel oferece 44 quartos, todos diferentes. Mas o mesmo senso de fantasia os enfeita, acentuado por mobília construída sob medida, prata e cristais antigos e fotos em branco e preto.
 
National Geographic Traveler