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Londres é a capital mais cosmopolita da Europa
 
BBC Brasil
A cidade está mais animada e oferece mais opções ao turista
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Da margem sul do rio Tâmisa, num arco de 180º, vê-se do lado esquerdo o palácio de Westminster com o Big Ben, a casa do parlamento, a sede do poder político.

No outro extremo, a City, o centro financeiro, com espigões futuristas deixando na sombra prédios históricos como a Catedral de São Paulo.

São dois mil anos de história, mas com a vitalidade de uma jovem capital. Só esta paisagem já explicaria, em parte, o apelo de Londres.

Mas há outros atrativos que justificam a premiação, como explica o porta-voz do departamento de turismo, Ken Kelling.

"Londres é um lugar fantástico para se visitar, no momento. As pessoas redescobrindo os monumentos históricos famosos, como a Torre de Londres e o Big Ben, mas também encontram muitas atrações novas, como a Tate Modern, o museu de arte moderna e a roda-gigante do milênio", diz Ken Kelling. "E não só isso. Londres, hoje em dia, tem uma grande variedade de coisas." "Por exemplo, o visitante encontra aqui 70 tipos diferentes de culinária e os restaurantes em Londres atualmente têm mais estrelas do famoso guia Michelin do que Paris", acrescenta Kelling.

Londres tem uma população de sete milhões e duzentas mil pessoas: é a capital mais cosmopolita da Europa. Vinte e cinco porcento da população pertencem a alguma minoria étnica e nada menos que 200 línguas são faladas em Londres.

Mais do que em qualquer outro país do mundo, segundo dados oficiais. Este aspecto multicultural é uma das principais características da cidade, como registrou o escritor londrino Peter Ackroyd, no livro 'Londres: a Biografia': "Londres sempre foi uma cidade de imigrantes. Ela chegou a ser conhecida como 'a cidade de nações', e, em meados do século dezoito, Addison observou que 'quando eu contemplo esta cidade notável, em seus inúmeros bairros ou divisões, eu a vejo como um agrupamento de várias nações, distintas umas das outras por seus respectivos costumes, hábitos, e interesses'." "A mesma observação se aplicaria a qualquer período dos últimos 250 anos".

O poder econômico da cidade é tamanho que, se fosse um país, Londres seria a oitava economia da Europa. Mas não é isso que atrai os 30 milhões de turistas por ano.

Eleita, apesar dos problemas

Os turistas costumam buscar o patrimônio histórico, os prédios ligados à realeza, os teatros, museus e parques. Além disso, Londres vem passando por uma transformação, nos últimos anos, e está visivelmente mais animada, como constatou o capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, Tiago Brito, de 24 anos, que visita a cidade pela primeira vez.

"Eu fui a vários clubes aqui, a umas festas rave e é muito diferente do Brasil. Numa festa, tinha gente de toda idade, desde crianças até pessoas com mais de 60 anos", conta ele. "No final, eles soltavam um pára-quedas sobre a pista de dança e as pessoas dançavam debaixo desse pára-quedas. É realmente muito legal para quem está buscando novas experiências", diz Tiago.

A cultura jovem - com sua moda, modismos e tendências - é um dos grandes trunfos de Londres. Como se não bastasse, projetos arquitetônicos arrojados vêm aos poucos mudando a paisagem londrina.

Mas nem tudo na cidade é motivo de orgulho. Muitos turistas se surpreendem, por exemplo, com um transporte público caro e ineficiente, e com o número de mendigos e drogados nas ruas da capital. Isso, no entanto, não impediu que Londres fosse escolhida a melhor destinação turística da Europa.
 

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