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Quando alguém cansa-se de Londres, cansa-se da vida. Porque há em Londres tudo o que a vida tem a oferecer.
Exagero, dirão os apressados, sem se darem conta de que o autor da frase, o escritor e lexicógrafo inglês Samuel Johnson, fazia em sua citação uma espécie de declaração de amor na qual está embutida a aceitação das imperfeições, assim como das qualidades, da amada.
Mais de dois séculos depois, as palavras registradas por Dr. Johnson ainda traduzem com fidelidade a capital britânica. Londres continua múltipla.
O trânsito continua infernal (apesar da introdução do pedágio urbano, que reduziu o volume de carros nas ruas centrais), o centro da cidade é poluído, os mendigos que assolam as áreas de concentração turística surpreendem o visitante que não espera ver este tipo de coisa em um país rico, e os hotéis de preço médio deixam muito a desejar.
Ao mesmo tempo, Londres é a capital européia mais cosmopolita; o terceiro maior centro financeiro do mundo; um dos principais pólos da alta cultura internacional; grande produtora de cultura popular e geradora de modismos.
Dona de um caráter singular, exibe a combinação perfeita de tradição e modernidade.
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