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O London Eye, a elegante versão high-tech de uma atração de parque de diversões, é saudada pelas autoridades e pelo público não só como grande entretenimento mas também como grande responsável pela regeneração de uma área pobre da cidade.
Isto tampouco é novidade, diz Peter Ackroyd.
"Não há nada particularmente especial em relação ao London Eye. Até ela tem predecessores."
O que se vê com a roda-gigante, o Globe Theatre (a réplica do teatro de Shakespeare) e a Tate Modern, na opinião do biógrafo de Londres, é nada mais que o renascimento da margem sul do Tâmisa como um lugar de espetáculo, teatro, entretenimento.
Em séculos passados, a margem sul foi o centro da boemia e diversão do londrino.
"Londres é assim. Alguns lugares ficam em estado de suspensão por uns 200 anos e, de repente, se revitalizam."
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