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Quando deixa o papel de observador e se mistura à massa em busca dos prazeres da cidade que provavelmente conhece como ninguém, Peter Ackroyd evita os marcos históricos, como o palácio de Buckingham e Trafalgar Square.
Se tivesse que apresentar Londres a um amigo turista, revelar os aspectos que a tornam seu centro urbano preferido, o biógrafo o levaria a áreas que considera sagradas, como o bairro de Clerkenwell ("impregnada de história teatral e de política radical"), sobre o qual escreveu um livro.
Ou, ainda, o bairro de Bloomsbury, de forte tradição literária.
De fala mansa e um certo ar blasé, Peter Ackroyd fala como se nada nesta cidade o abalasse.
Talvez porque a intensa pesquisa para a biografia de Londres também o tenha transformado, de certa forma, em personagem desta riquíssima história de 2 mil anos.
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