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Faça uma viagem para Manaus |
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Natália Freire Direto de Manaus |
| Natália Freire/Especial para Terra |
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| Palácio da Justiça é um dos cartões postais de Manaus |
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Manaus surgiu em 1669 com o forte de São José do Rio Negro. Foi elevada a vila em 1832 com o nome de Manaus, que significa "mãe dos deuses", em homenagem à nação indígena dos Manaós, sendo legalmente transformada em cidade no dia 24 de outubro de 1848 com o nome de Cidade da Barra do rio Negro.
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Somente em 4 de setembro de 1856 voltou a ter seu nome atual. Manaus ficou bastante conhecida no começo do século XX, na época áurea da borracha. Nessa época, começou a ser comparada com Paris e foi batizada carinhosamente como Paris das Américas ou Paris dos Trópicos. Além desse título, Manaus é conhecida como Coração da Amazônia e Cidade da Floresta.
A culinária manauense é caracterizada pela utilização de uma grande variedade de peixes provenientes da própria bacia do rio Amazonas. Entre os destaques, podemos encontrar o "pirarucu de casaca" feito com o peixe pirarucu e banana pacovã, o tambaqui grelhado, ou a famosa caldeirada de tambaqui, muito popular entre os manauaras.
Outros peixes como pacu, matrinchã, curimatá, além do popular jaraqui, também não faltam na mesa do Manauara. Os peixes do Amazonas têm um sabor mais encorpado, sendo considerados como os melhores peixes da América do Sul.
A tapioca, tipo de crepe feito com goma de mandioca é altamente consumida em cafés regionais e pode ser consumida com queijo, tucumã e coco. Ingredientes como coentro, cominho, óleo de dendê, tucupi, pimenta de cheiro, além da farinha de mandioca, também denominada de farinha d'água ou amarela, são freqüentemente utilizados.
Frutas da região também são bastante apreciadas na cidade, como a graviola, o cupuaçu, o açaí, o jenipapo, o bacuri, a pupunha, o abil e o tucumã.
As peças que compõem o artesanato amazônico são ricas em detalhes indígenas. Cerâmica, colares, pulseiras, utensílios domésticos, e uma infinidade de outras peças decorativas podem ser apreciadas e compradas.
O artesanato regional está diretamente ligado a elementos da cultura local, e até mesmo a matéria-prima utilizada para a produção das peças tem origem na floresta, como sementes, fibras, madeiras, ou a argila para compor peças em cerâmicas. Tudo aproveitado pelos artesãos com criatividade, originalidade e beleza, resultando em belos produtos para a venda.
Em Manaus, é fácil encontrar produtos do tipo em feiras permanentes e diárias no centro da cidade, ou nos fins de semana, como a Feira do Artesanato, da avenida Eduardo Ribeiro. Outras preciosidades podem ser encontradas ainda em lojas de artesanato ou à exposição em museus.
As cerâmicas mais antigas de que se tem registro na Amazônia datam de cerca de 7.000 a 8.000 anos. Na sua formação histórica, a demografia de Manaus é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro, formando assim, os mestiços da região (caboclos, mulatos e cafuzos). Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente japoneses, árabes e judeus, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida.
Tal qual a variedade cultural existente em Manaus, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do candomblé, do islamismo e espiritismo, entre outras.
Nas últimas décadas, o budismo, os Mórmons e as religiões orientais tem crescido bastante na cidade. Estima-se que se encontram mais de mil seguidores budistas, seichonoitas, hinduístas pela cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica e das religiões afro-brasileiras.
Na música, os destaques da capital são: o boi-bumbá, o forró e o samba.
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Especial para Terra
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