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Belo Horizonte atrai pela beleza arquitetônica
 
Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
 
Ney Rubens/Especial para Terra
A capital mineira chama a atenção pela bela arquitetura
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Qual é o genuíno cartão postal de Belo Horizonte?

Lagoa da Pampulha
Mercado Central
Praça do Papa

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Belo Horizonte é tradicionalmente conhecida como uma cidade boêmia, oferece uma diversidade de bares de diferentes estilos e atrações que garantem uma boa diversão. Essa fama ganhou repercussão internacional no ano passado, quando o repórter Seth Kugel, do The New York Times, dedicou sua coluna à visita que fez à capital mineira. "Em Belo Horizonte, o mundo é um bar", escreveu.

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Entre os locais citados na matéria está a Mercearia do Lili, no bairro Santo Antônio, região centro-sul da cidade, e o Mercado Central, onde amigos se reúnem nas mesas dos bares, tentando falar mais alto que os vendedores. Mas há também os bares e restaurantes das regiões da Savassi e Centro-Sul, nos limites com o município de Nova Lima. Nessas duas regiões também são encontradas as boates mais sofisticadas da cidade, muito freqüentadas pelos jovens.

Um dos eventos mais aguardados do ano é o Comida di Buteco, uma espécie de consulta popular para se premiar o bar que oferece o melhor tira-gosto, a cerveja mais gelada, o melhor atendimento e as melhores condições de higiene. Só vota quem visita o bar durante os dias do concurso, o que acaba por motivar as pessoas a fazerem um tour entre os concorrentes.

No ano de 2000 foi realizada a primeira edição do evento, que naquela época reuniu apenas 10 bares. A última edição teve 41 participantes e o primeiro lugar ficou com o Bar do Véio, no bairro Caiçara, região noroeste. A atração da casa foi o prato Come Quieto, porção de cabeça de lombo com creme de legumes, molho de abacaxi com hortelã e batatas.

A primeira cidade planejada do País já foi chamada de "cidade jardim" devido à extensa área que era reservada aos parques e praças no seu projeto original. Com o crescimento desorganizado, essa área foi bastante reduzida, mas a beleza desses locais encanta moradores e turistas.

A Praça da Liberdade, no bairro Funcionários, ainda representa a sede do governo mineiro. É rodeada pelos antigos prédios das secretarias estaduais e pelo Palácio da Liberdade, que foram construídos no final do século XIX, seguindo o estilo arquitetônico da época.

Já na década de 50 e 60, Oscar Niemeyer deixou marcas características da sua arquitetura ao planejar o prédio da Biblioteca Pública e o Edifício Niemeyer.

Porém, o cartão postal de Belo Horizonte é mesmo a Lagoa da Pampulha - onde Oscar Niemeyer lançou o seu estilo ao planejar o conjunto arquitetônico da orla da lagoa. O conjunto é composto pela Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. Mais tarde, outros espaços foram construídos na região da lagoa, como o estádio Mineirão e o ginásio Mineirinho, o Zoológico e o Parque Ecológico.

Na Serra do Curral está a Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, de onde o João Paulo II abençoou a cidade em 1980. Ao redor da praça está a enigmática Rua do Amendoim, não é raro ver os motoristas experimentando o estranho fenômeno que acontece em um pequeno trecho daquela rua. Os carros desligados parecem subir, ao invés de descer a rua. Acima da praça está o Parque das Mangabeiras, projetada pelo paisagista Burle Marx também nos anos 80.

Todo esse potencial turístico vem sendo descoberto pelos negociadores, administradores e empresários do País. Belo Horizonte se transformou em um lugar ideal para o turismo de negócios. Segundo a empresa municipal de turismo, Belotur, os 20 maiores hotéis da cidade recebem por ano 1,2 milhão de hóspedes e 45% deles vão a Belo Horizonte por negócios.
 
Especial para Terra