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Quarta, 25 de junho de 2008, 18h45 Atualizada às 17h43 Albergues são alternativa na noite carioca |
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Cecília Abreu e Débora Motta |
Para turistas de todo o mundo, a palavra hostel ou albergue é sinônimo de hospedagem barata e de ponto de encontro de jovens entre 20 e 30 anos. Mas nem só de turistas vivem os albergues no Rio.
» Apostas no setor de albergues
A novidade que conquista os cariocas é a 'night' nos hostels - que não oferecem mais apenas serviços de estadia, e sim uma gama de atrativos abertos a não hóspedes, como bares onde acontecem festas, churrascos, shows e happy hours.
"Ir para albergues é uma ótima opção quando se quer variar o repertório e sair da mesmice. Essas nights costumam ser mais ecléticas, com som variado, gente animada e diversificada, que não está em busca de um lugar que é a bombação do momento. Mas acaba sendo algo que está caindo no gosto dos cariocas e virando também uma bombação", pondera Hugo Almeida, morador do Leme, 23 anos.
Os jovens mochileiros, ao desembarcarem na cidade, encontram cada vez mais opções. Há cerca de cinco anos, existiam menos de 10 albergues no Rio. Hoje, são mais de 40 albergues no município, fora os que existem em cidades como Búzios e em Ilha Grande. O aumento do número de albergues na cidade propicia um intercâmbio dos estrangeiros com os cariocas.
"Tenho várias amigas que trabalham em albergues. Eu gosto de tomar uma cervejinha em bares ou até mesmo em baladas promovidas pelos hostels do Rio de Janeiro porque posso interagir, treinar o inglês e ainda desfrutar de um lugar aconchegante, não muito grande, junto com minhas amigas. Gosto de viajar e freqüentar albergues no Rio me faz ter um pouquinho da sensação de que estou fora do dia-a-dia da cidade", acrescenta a estudante de cinema Júlia Araujo, 20 anos.
"Acho que a moda agora dos albergues é interagir cada vez mais o povo local com os mochileiros. Hostel com bar e night virou um ponto de encontro de todas as nações", afirma Roberto Almeida, freqüentador do bar Clandestino, anexo ao albergue Stone of a Beach, em Copacabana.
Além da maior quantidade, a oferta de albergues está melhor. Os hostels seguem um padrão: camas-beliche em um mesmo quarto e banheiro compartilhado. Alguns têm piscina, sala para assistir a DVDs e, claro, um bar agitado, que vira ponto de encontro dos mochileiros.
"Quando procuro um albergue, eu procuro tudo em um lugar só. Ou seja, quero um lugar bem localizado na cidade, com vários serviços disponíveis e de preferência com um bom bar e entretenimento. Albergues assim são ótimos para dar aquela aquecida, o que posso chamar de pré-night, antes de sair para algum outro lugar ou curtir a noite ali mesmo. Se o bar estiver bom, com gente local interagindo, não faço a menor questão de sair. Prefiro me aventurar em cidades como o Rio de dia", diz o estudante holandês Hessel Galenkamp, que já esteve na cidade três vezes.
O ambiente sociável, afinal, é um dos principais atrativos. Assim como os programas que a equipe do albergue costuma organizar, como passeios de jipe na Rocinha, caminhadas pelo Jardim Botânico, aulas de surfe e capoeira, incursões em escolas de samba e o funk do Castelo das Pedras, além de outras opções.
Motivos de sucesso:
- Os novos albergues têm piscina, internet, sala de TV, ar-condicionado, bares e outras comodidades;
- Há mais qualidade e mais oferta: hoje são pelo menos 40 albergues na cidade;
- As diárias custam, em média, de R$ 30 a R$ 45 e incluem café-da-manhã;
- Quem procura os albergues tem menos de 30 anos, faixa etária de 50% dos turistas que vêm ao Rio;
- Os albergues da cidade são, em geral, bem localizados, têm ambiente descontraído e equipe prestativa.
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JB Online
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