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Quarta, 25 de junho de 2008, 18h45  Atualizada às 18h44
Apostas no setor de albergues
 
Cecília Abreu e Débora Motta
 
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Além de fazer sucesso com a boate na noite de Copacabana, o Copa Hostel oferece outros serviços de entretenimento, como o aluguel do espaço para festas.

» Albergues são alternativa
na noite carioca


"No final de semana rola a night, no estilo boate. E é aí que os gringos saem e o povo carioca entra. É engraçado esse movimento. De dia temos os gringos e de noite, nos finais de semana, temos os cariocas. Há uma inversão de galera. Nosso público do Guimo's bar é 90% de brasileiros", analisa o gerente do Copa Hostel, Luiz Geraldo Santos.

"Os cariocas adoram o Guimo's porque ele tem a versatilidade que um pub tem. Começamos só com um bar. Agora trabalhamos muito em cima de festas contratadas, em que 300 pessoas podem entrar ou um ambiente com mesas, no estilo bar. O pessoal de fora pode vir jogar sinuca, gamão, damas e ver futebol, sempre", acrescenta Santos.

O albergue Mellow Yellow, também em Copacabana, tem terraço com banheira coletiva de hidromassagem, churrasqueira e um charmoso bar onde acontecem festas, shows e muita happy hour, além de salas de relaxamento, jogos, vídeo e internet grátis. A diária custa a partir de 33 reais.

A média de preços de Copacabana é a mesma de Botafogo, outro bairro com boa oferta de albergues. Um dos destaques é o Botafogo Easy Hostel, inaugurado há cinco anos. Com piscina e bar entre seus atrativos, o albergue pretende apostar em outros serviços além da estadia.

"Nós oferecemos muitas atrações para nossos hóspedes. Nossos churrascos, por exemplo, fazem muito sucesso, mas ainda não abrimos nosso bar ou festas ao público de fora. Pensamos em fazer isso em breve. Agora estamos em baixa temporada. Quem sabe para julho, que é verão na Europa", avalia Carlos Obeica, gerente do hostel. "O número de albergues aumentou muito nos últimos anos, mas não acredito que vá continuar assim. Aposto que ficarão apenas os melhores. Esse mercado ficou muito competitivo."

Para a presidente da Associação dos Albergues do Estado do Rio de Janeiro, Andréa Cota, agregar serviços de entretenimento aos albergues é uma tendência brasileira.

"Isso ocorre mais aqui no Brasil. Em outros países, é mais comum oferecer só serviço de cama e de restaurante. Acredito que a receita dos albergues que investem em atrações como pubs chegue a dobrar", salienta Andréa.

O momento é de expansão dos albergues na cidade, que aproveitam a boa fase do turismo. Segundo Andréa Cota, o Rio deve receber novos hostels em breve. "Pelo menos 10 novos albergues devem ser inaugurados nesse ano na Zona Sul do Rio, em bairros como Ipanema, Copacabana e Catete."

O secretário especial de Turismo, Rubem Medina, acredita que o perfil dos hóspedes de albergues na cidade passa por uma mudança.

"É cada vez maior o número de turistas que procura esse serviço. Até a década passada, os albergues eram procurados principalmente por jovens e estudantes. Hoje, os albergues vêm melhorando a qualidade dos serviços prestados e o conforto. É exatamente por isso que eles estão atraindo turistas de maior poder aquisitivo e não só os estudantes. Muitas famílias que visitam o Rio se hospedam nos albergues", afirmou Medina.


 
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