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Sábado, 7 de março de 2009, 10h46 Nos Estados Unidos, cenário marciano abriga fauna variada |
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Gisele Lobato |
Os índios Sioux chamavam o terreno rochoso, localizado no sudoeste do estado americano de Dakota do Sul, de mako sica. Já os primeiros exploradores franceses que chegaram ali se referiram à região como les mauvaises terres à traverser. Em ambos os casos, o significado é o mesmo: eram terras ruins, ou badlands, em inglês.
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Os tempos mudaram. Hoje, quem visita o Parque Nacional de Badlands, no centro dos Estados Unidos, dificilmente descreveria como "ruim" o que vê. São 97 mil hectares de uma paisagem aparentemente inóspita, composta por desfiladeiros profundos, picos e montes íngremes, intercalados com pradarias verdes. Lembra o cenário de um filme de ficção. Marte, talvez.
A geografia que protegeu o local da ocupação agrícola intensiva é obra de um trabalho minucioso da natureza. Os montes de listras coloridas foram esculpidos durante milhões de anos por ventos e pela ação da água. O aspecto árido não dá nenhuma dica, mas essa região, um dia, já esteve submersa. Quem faz essa e outras revelações são os fósseis. Por causa dos vestígios paleontológicos, o parque recebe centenas de cientistas anualmente.
A melhor maneira de conhecer as Badlands é tirando alguns dias para acampar. Assim, será possível admirar a paisagem sob diversas nuances ¿ avermelhada, com sombras definindo o contorno dos montes no nascer do sol; ou sob um céu estrelado e a luz discreta da lua. Não se esqueça de levar bastante água: no parque, não se encontram fontes potáveis e filtrar, colocar químicos ou ferver não adianta ali.
Para caminhadas, é preciso precaução. Siga as trilhas já consagradas, pois as pedras são lisas e, em alguns pontos, frágeis. Mapa e bússola são essenciais.
A distância é uma santa companhia quando se trata de animais selvagens, que vivem livremente por ali. Uma borboleta pode ser bastante inofensiva, mas não espere o mesmo de um bisão se você tentar chegar perto demais. Nem vai adiantar correr, porque o bicho alcança 50 km/h. Além dele, a fauna das Badlands inclui coiotes, cobras, raposas, escorpiões e abutres, dentre outros.
Para chegar ao parque, o melhor é pegar um avião ou ônibus com destino a Rapid City e, lá, alugar um carro. A reserva ambiental possui uma rede de estradas, mas apenas uma pavimentada. Um passe para sete dias dentro do parque custa US$ 15 por veículo ou US$ 7 para motociclistas, ciclistas e passageiros de ônibus.
Evite viajar entre novembro e março, quando o frio é intenso. Já no auge do verão, em agosto, a temperatura chega a 38°.
Parque Nacional das Badlands - Informações: www.nps.gov/badl
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