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Sexta, 3 de julho de 2009, 14h44  Atualizada às 15h11
Jerash oferece visita à cidade do Império Romano
 
Renato Beolchi
Direto da Jordânia
 
Renato Beolchi/Terra
Teatro é palco para performances no Festival de Verão
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Situada na região norte da Jordânia, a apenas 35 km da capital Amã - e 33 km da fronteira com a Síria -, Jerash oferece um dos mais bem conservados sítios arqueológicos com as ruínas de uma legítima cidade do Império Romano. O passeio todo por Jerash dura cerca de 3 horas e o acesso a partir de Amã é fácil e bem sinalizado por rodovias que vão para o norte do país. O lugar chegou a ser chamado de Pompéia do Oriente Médio, por causa da preservação de suas ruínas. Entretanto, a cidade jordaniana nunca foi assolada pela erupção de um vulcão.

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Quando se chega à cidade pelo sul, a primeira grande ruína a chamar a atenção é Arco de Adriano. A obra foi construída para receber o imperador romano. Logo atrás está a entrada do hipódromo da cidade. O local até hoje abriga apresentações com atores caracterizados como legionários e demonstrações de corridas de bigas, um dos esportes mais populares durante o Império.

Seguindo pela via que passa ao lado do hipódromo chega-se ao Centro de Visitantes do complexo arqueológico de Jerash e mais precisamente à Porta Sul da cidade, ou Porta de Amã. A primeira parada após se cruzar a porta é o Fórum do Cardo. A cidade de Jerash era considerada uma decápolis romana. Ou seja, sua construção era organizada por uma avenida principal que ia de norte a sul, chamada Cardo Máximo. As transversais eram chamadas decamanos.

Após a Porta Sul, o Fórum do Cardo é bem preservado e adornado com colunas em seu perímetro externo. De lá, é fácil chegar ao Teatro sul da cidade que fica à esquerda. A estrutura está tão bem preservada quanto a do Teatro Romano de Amã. Um trio de músicos jordanianos se apresenta diariamente no teatro de hora em hora. O grupo apresenta canções típicas da cultura palestina. A apresentação é gratuita, mas é educado deixar uma gorjeta para os músicos. De cima do Teatro é possível ter uma visão panorâmica da cidade em direção ao norte.

Por ter suas origens na cultura greco-romana, o sítio arqueológico de Jerash tem ruínas de templos dedicadas a deuses da mitologia grega e também igrejas do período em que o cristianismo tornou-se a religião oficial do império. O primeiro desses templos, dedicado a Zeus, fica ao lado do Tetro sul. O outro, em homenagem a Artemis, fica na outra extremidade do Cardo Máximo, a lado do Teatro norte.

Atravessar o Cardo Máximo é o roteiro principal para se acessar as outras ruínas. Após deixar o Fórum em direção à Porta Norte ou Porta de Damasco, é possível passar pelo mercado central da cidade, a catedral e as termas. O trajeto todo, do Arco de Adriano até a Porta de Damasco, tem pouco mais de um quilômetro. Dependendo da época do ano em que for feita a viagem, protetor solar é item obrigatório nessa região, bem como uma garrafa de água mineral sempre à mão.

Shows
A vida cultural nas ruínas de Jerash é muito ativa. Desde 1981, a cidade recebe um festival cultural de verão que dura três semanas e utiliza as ruínas da cidade para apresentação de dança, música e performances teatrais. A família real costuma prestigiar o evento.

A apresentação conta com 45 atores vestidos como legionários do exército romano que apresentam táticas de batalha da época. Além disso, há ainda uma apresentação de gladiadores lutando "até a morte" e diversas bigas competindo em uma corrida pela arena.

Além disso, o grupo Roman Army and Chariot Experience (Race, na sigla em inglês) se apresenta quase diariamente no hipódromo do parque arqueológico. A apresentação acontece duas vezes ao dia: às 11h e às 14h. Às sextas, dia sagrado para os muçulmanos, acontece apenas uma apresentação às 10h. O grupo não se apresenta às terças.


Neste sábado, conheça o "manual de sobrevivência" para quem quer visitar a Jordânia na sexta e última matéria do especial sobre o país.

O jornalista Renato Beolchi viajou a convite do Jordan Tourism Board.

 
Terra