Talvez a única capital do mundo com seus "segredos" abertos a qualquer um, seguindo a postura do governo e do povo de reconhecer e não esconder um passado nefasto, Berlim destaca-se entre suas "rivais" europeias como uma cidade que oferece um walk tour sem igual.
E não é por ser gratuito que ele se torna melhor que outros espalhados pelas tantas cidades do Velho Continente. Muitas cidades trazem em suas praças o pacote turístico pasteurizado: ônibus double-decker com tradução simultânea em diversos idiomas, mas Berlim oferece mais. Intrigante, absolutamente informativo e detalhista, o passeio a pé que dura 3,5 horas faz o viajante tirar a capa de turista e entrar na vida e na história de uma cidade que venceu tempos marcados pelo totalitarismo.
Organizado por um grupo de guias autodenominados "amantes de Berlim", o passeio é provavelmente a melhor forma de conhecer a capital fora dos livros. Em idioma inglês, ele não apenas dá introdução sobre os hot spots, como destrincha a história, explica, induz o turista a questionamentos e o faz mergulhar num mar de fatos e acontecimentos que levaram a Alemanha do poço de suas atrocidades ao ponto de ser um exemplo na defesa da democracia e dos direitos humanos. E se precisar de tempo, não tem problema: as 3,5 horas podem alongar-se.
O tour começa no Portão de Brandemburgo, principal símbolo do país. Passa então pelo Muro de Berlim, pelo Distrito Governamental Nazista até o Checkpoint Charlie, um posto militar de passagem entre a Alemanha Ocidental e Oriental. Uma pausa para um café repõe as energias. Segue-se então para a maior praça da cidade, a Gendarmenmarket, chega-se à Ilha dos Museus e o fim da linha é no Lustgarten, um dos principais pontos turísticos.
Quem leva para o passeio é a Sandemans, diariamente, em dois horários: 11h e 13h. Sai de frente da Starbucks de Brandemburgo, onde um guia estará esperando com uma camiseta vermelha com a inscrição "New Europe".